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Carlinhos Maia choca ao incentivar suicídio de adolescente: ‘Vai, ô imbecil’; saiba como procurar ajuda

O humorista Carlinhos Maia se envolveu em nova polêmica e foi um dos assuntos mais falados nas redes sociais neste domingo (1º) – por um motivo pra lá de negativo. O artista publicou, nos stories de sua conta oficial do Instagram, uma série de ataques a adolescentes que ameaçam se matar. A infeliz declaração ocorre justamente no dia inicial do Setembro Amarelo, campanha criada de prevenção ao suicídio.

“Você achava mesmo que era fácil, você acha que que na primeira vez… Vejo aqui meninos com 16 anos me mandando ‘Eu quero me matar’. Vai, ô imbecil, vai se matar que nem começou a vida ainda”, afirmou o humorista, antes de fazer uma comparação infeliz com uma idosa.

“Vai perguntar para uma mulher de 75 anos que que até hoje trabalha, que até hoje sustenta os netos, que até hoje está catando latinha para sustentar os bisnetos. Vem perguntar se ela se matou com 16 anos. Não sei seus motivos, mas sei os dela”, concluiu.

O humorista logo foi execrado por diversas pessoas de todo o Brasil justamente por tratar com tanta superficialidade um assunto tão delicado (leia mais abaixo). Não é a primeira vez que Carlinhos Maia se envolve em polêmica.

Em julho deste ano, por exemplo, ele filmou um morador de rua nos Estados Unidos e comparou a beleza do homem com os desabrigados do Brasil. “Pessoas da rua, como são diferentes. Impressionante. Até isso é diferente, pessoal. Parece um ator, gente”, disse Carlinhos focando a câmera no rosto do homem que dormia (relembre aqui

).

Antes, o digital influencer Lucas Gurimarães, marido de Carlinhos Maia, e seus amigos, foram “convidados a se retirar” de um parque da Disney, em Orlando (EUA), por conta de uma bermuda que Lucas usava (relembre aqui). Nela, estavam estampadas várias mãos mostrando o dedo do meio.

Segundo relato do marido de Carlinhos Maia, várias pessoas se sentiram ofendidas e o denunciaram para os seguranças do parque. Com isso, eles tiveram duas opções: ou compravam uma bermuda nova e se retiravam do parque.

Assunto (muito) sério

“Isso é mimimi”, “tá fazendo corpo mole”, “está com o diabo no corpo”. Estas são apenas algumas das expressões usadas por muitos quando o assunto são pessoas depressivas. Mas, o que muita gente não sabe, é que julgar alguém que enfrenta a depressão pode ser tão prejudicial quanto não procurar tratamento para a doença. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020, a condição será a mais incapacitante do planeta. Nos últimos 10 anos, os casos cresceram 18% e os afetados são pessoas de diferentes raças, idades e classes sociais.

Como alguém bem-humorado, que parece de bem com a vida pode, então, ser depressivo? “A depressão não tem cara” é o que diz o psicólogo e psicanalista mineiro Eduardo Lucas Andrade, que faz um alerta: “A depressão não é do campo da lógica, então pode afetar qualquer pessoa. Pessoas consideradas belas, as ricas e com oportunidades também têm depressão. É preciso falar sobre e escutar pessoas nessas condições para que haja possibilidade de acolhimento”, explica. “Quem tem depressão sabe que o excesso também pode ser um motivador, já que é uma doença do campo do sentimento. É preciso empatia para entender que trata-se de uma condição visceral, sem lógica concreta, que leva a um sofrimento existencial”, diz.

A supermodelo brasileira Gisele Bundchen, por exemplo, relatou no livro “Aprendizados” (2018), o primeiro da carreira dela, como era estar no auge da fama e enfrentar, ao mesmo tempo, crises de pânico. A condição a levava a ter pensamentos suicidas. “Eu realmente tive o pensamento de, ‘se eu simplesmente pular do meu telhado, isso irá acabar e eu nunca terei que me preocupar em sentir o meu mundo se fechando”, detalhou. Ela ainda falou sobre o sentimento de que pensava não poder reclamar ou se sentir mal, por conta de tudo que havia alcançado.

Assim como Gisele, que enfrentou crises, os indivíduos depressivos também são afetados em diversas camadas da vida, como aponta o especialista. Alguns não conseguem levantar da cama, enquanto outros deixam de falar com amigos e familiares; e estes são apenas alguns dos exemplos de como agem pessoas depressivas. Para Andrade, além de ser empático, é necessário distinguir a depressão da tristeza e do luto para que a condição seja entendida mais facilmente e passe a receber a devida atenção.

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