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O nome da família Lula como alvo da Lava Jato, outra vez

Nova fase da operação apura acordos feitos pelas empresas Oi/Telemar e Vivo/Telefônica com grupo cujo sócio é Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira uma nova fase da operação Lava Jato que tem como objetivo investigar fraudes em contratos celebrados por pelas empresas do grupo Oi/Telemar em favor da Gamecorp/Gol, controlada pelo filho do ex-presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e seus sócios Fernando Bittar, Kalil Bittar e Jonas Suassuna.

O Ministério Público chegou a pedir a prisão do filho de Lula, seus sócios e outros cinco diretores do Grupo Gol, no entanto, a juíza Gabriela Hardt, da 14ª Vara de Curitiba, entendeu que, “não há no momento necessidade de decretação de prisão temporária dos investigados”. No despacho em que autorizou a busca e apreensão, Hardt argumenta que os acusados já foram alvo de ações em 2016, e estão cientes das investigações. De qualquer forma, afirma que as provas indicam “a existência de fortes inícios da prática de crimes como os de corrupção, tráfico de influência, pertinência a organização criminosa e lavagem de dinheiro”.

Batizada de Mapa da Mina, a nova fase, a 69ª da operação, foi determinada pela Justiça Federal de Curitiba e cumpre 47 mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e no Distrito Federal, e envolve cerca de 200 policiais federais, com o apoio de 15 auditores fiscais da Receita Federal, disse a PF. O nome da operação foi extraído de arquivo eletrônico de apresentação financeira interno da empresa do filho de Lula, contido em material apreendido na 24ª fase da Lava Jato, o qual indicaria como “mapa da mina” as fontes de recursos advindas da maior companhia de telefonia investigada.

De acordo com o Ministério Público Federal do Paraná(MPF-PR), apurações indicam que pagamentos feitos pela empresa de telecomunicações entre 2004 e 2016 —superiores a 132 milhões de reais—, não tiveram justificativa econômica. A Procuradoria defende que parte desses recursos foram utilizados para a compra do sítio de Atibaia, localizada no interior de São Paulo. O ex-presidente Lula foi condenado em segunda instância a 17 anos, um mês e 10 dias por ter recebido vantagem indevida das empreiteiras OAS e Odebrecht para o pagamento das reformas da propriedade, que, segundo a acusação, pertence ao ex-presidente, apesar de ele não ser o seu proprietário formal —o imóvel está em nome de Fernando Bittar, sócio de Lulinha na Gamecorp.

A nota divulgada pela Polícia Federal, no entanto, que não cita as empresas investigadas, afirma que o montante dos repasses apurado até o momento chega a 193 milhões de reais entre 2005 e 2016.

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