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Taxa de desemprego em São Luís é a quarta maior do Brasil, segundo pesquisa do IBGE

São Luís tem uma das maiores taxas de desemprego do país, entre as capitais, segundo números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) divulgada, nesta quinta-feira (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).A taxa média de desocupação em 2018 foi de 16,4% da população economicamente ativa, abaixo apenas de Macapá (18,2%), Manaus (18,1%) e Maceió (16,7%)

Segundo o IBGE, a taxa média de desocupação em 2018 foi a maior dos últimos sete anos e 13 capitais ficaram na contramão da média nacional, que reduziu de 12,7% em 2017 para 12,3% no ano passado.

O Sudeste foi a região com maior proporção de capitais com recorde de desemprego em 2018, com altas registradas em Vitória (12,5%), Rio de Janeiro (12,6%) e São Paulo (14,2%). Metade das capitais do Norte e dois terços das do Nordeste estão nessa situação. Apenas no Centro-Oeste nenhuma capital apresentou alta na taxa de desocupação.

Também houve aumentos no desemprego em oito regiões metropolitanas. Para o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, a comparação entre os dois recortes geográficos dá uma indicação das características dessa desocupação.

“Percebe-se que o problema é mais forte nos grandes centros urbanos, acompanhando as maiores concentrações da população. É um desemprego metropolitano, bem maior do que no interior do país”, diz Cimar Azeredo, analista do IBGE.

Mesmo nos estados em que a desocupação caiu entre 2017 e 2018, a situação não melhorou no longo prazo. “Observamos que nenhuma capital ou região metropolitana teve redução na desocupação entre 2014 e 2018. Ao contrário, há aumentos bastante expressivos no período”, explica Cimar.

Para o pesquisador, outro sintoma do problema é a carteira de trabalho, que sofreu queda em todos os estados entre 2017 e 2018. Na comparação mais longa, desde 2014 as quedas são ainda mais expressivas. “Isso revela a qualidade do emprego sendo gerado nos últimos anos. Com a redução da carteira de trabalho e o aumento da informalidade, a contribuição para a Previdência também cai, o que cria problemas mais à frente”, conclui Cimar.

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